terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
merco$ul
Mercadorias continuam paradas na fronteira entre Brasil e Argentina
< Retaliação do governo brasileiro a restrições do país vizinho para entrada de produtos nacionais agrava
histórico de conflito >
Sem perspectiva de pacificação das relações comerciais entre Brasil e Argentina, as alfândegas entre os dois países estão tumultuadas há pelo menos 15 dias. Fruto da retaliação brasileira cobrada por empresários, a exigência de mais burocracia no cruzamento da fronteira exaspera caminhoneiros, estressa industriais e inquieta comerciantes à espera de mercadorias sem data prevista para chegar.
– As mais difíceis foram as duas últimas semanas. A próxima não se sabe como vai ser, depende do ritmo de liberação de licenças – cogita Flavio Evaristo, gerente do Porto Seco de Uruguaiana (RS), um dos mais afetados pelo novo conflito comercial.
Como a medida brasileira surpreendeu, constata Evaristo, os piores dias foram os primeiros, quando a demora na liberação das cargas de importação afetou também as de exportação. Além dos caminhões que vinham da Argentina para o Brasil, chegaram a parar também os que trafegavam em direção oposta. Agora, relata o gerente, ao menos os caminhoneiros à espera de liberação já podem esperar dentro da área alfandegada do Porto Seco.
A exemplo do que ocorre com os exportadores brasileiros que aguardam liberação com a carga nas próprias fábricas, os argentinos estão passando a esperar pela licença antes de iniciar a viagem. Mas nem a esperada reação do governo brasileiro às restrições argentinas consola. Especialistas em comércio exterior consideram improvável que a Argentina recue por causa da retaliação brasileira.
– As medidas são inócuas. O governo argentino continuará sendo protecionista, com a conivência do brasileiro – avalia a coordenadora de comércio exterior da Associação Nacional de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Maria Teresa Bustamante.
Com a experiência de quem negocia há duas décadas com os argentinos, Maria Teresa afirma que simplesmente retaliar contra um punhado de produtos não surte efeito. Mais de 50 segmentos da indústria brasileira têm problemas para vender aos argentinos, com atraso de até 180 dias na entrada, relata a representante da Eletros.
Para Rubens Barbosa, ex-embaixador e coordenador da seção brasileira do grupo do Mercosul, a reação é correta em princípio, mas não na forma:
– A reação foi inopinada e causou prejuízo a empresários brasileiros.
Mas já passou da hora de endurecer o jogo, ressalta. Barbosa pondera que o Brasil tem “paciência ilimitada” com a Argentina, permitindo que produtos brasileiros sejam substituídos por outros da China, México, Coreia e Chile. Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo nesse domingo, dia 8, o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, afirmou que a medida atinge menos de 10% das importações da Argentina e que o bloqueio vai durar o necessário.
ZERO HORA
domingo, 8 de novembro de 2009
@gribusine$$ - Bom para os dois lados -
Jornal Zero Hora, 6 de novembro de 2009
Apesar do cenário nebuloso que se formava para os negócios, os remates de primavera entram na etapa final contentando compradores e vendedores. Atraídos pelos benefícios oferecidos por cabanhas e instituições bancárias, os pecuaristas que foram às pistas puderam arrematar o melhor da genética por preços mais baixos dos que os ofertados no ano passado.
Levantamento feito por Zero Hora aponta faturamento de R$ 33,06 milhões em 69 leilões particulares realizados até o dia 2 de novembro. Com previsão inicial de alcançar o mesmo desempenho do ano passado, chegando a R$ 55 milhões, o circuito de primavera deve passar longe das expectativas. A projeção dos leiloeiros agora é de que os remates atinjam os patamares de 2007, ficando entre R$ 35 a R$ 38 milhões.
Fatores como o clima e as quedas nos preços das commodities agrícolas e do boi gordo contribuíram para derrubar os valores dos animais, que devem fechar a temporada com uma média dos touros de R$ 6 mil, conforme o Sindicato dos Leiloeiros do Rio Grande do Sul (Sindiler-RS).
– As vendas contabilizadas até agora foram melhores do que nossas expectativas. Esperávamos que a média chegasse a R$ 5 mil, mas estamos conseguindo ultrapassar os prognósticos feitos para o Estado – destaca o presidente do Sindiler-RS, Jarbas Knorr.
O recuo nos preços – no ano passado, o sindicato registrou média geral dos touros de mais de R$ 6,5 mil – foi acompanhado pela oferta reduzida de reprodutores e fêmeas. Nesta temporada, o número de animais que cruzou as pistas é 20% a 25% menor na comparação com 2008.
– Mesmo assim, os remates de primavera estão sendo bons para os dois lados, tanto para quem compra quanto para quem vende. Todos estão satisfeitos – reforça Knorr.
Tradicional comprador do Remate Guatambu, Alvorada e Caty, o agropecuarista Élbio Galarza, da Agropecuária Xiriscal, de Dom Pedrito, ficou animado com os preços e com a qualidade dos animais. Ele saiu do leilão de Dom Pedrito com três exemplares hereford e polled hereford.
– A cada ano as cabanhas estão melhorando a qualidade da raça, importando sêmen de animais da Inglaterra. Com isso, consegui aperfeiçoar o meu gado – afirma Galarza, citando, ainda, os crescentes benefícios oferecidos pelas cabanhas.
Responsável pelo maior faturamento do circuito de remates de primavera, até o momento, o Mega Leilão GAP negociou mais de mil animais em vendas na pista e online, em um total de R$ 3,5 milhões. Somente as vendas na pista movimentaram R$ 2,36 milhões, enquanto a modalidade e-commerce fechou com volume de R$ 1,14 milhão.
– Ficamos surpreendidos principalmente com as vendas online, que eram a novidade oferecida pela GAP este ano. O resultado foi muito positivo – avalia a responsável pelo Marketing da GAP, Heloisa Linhares, tradicional criatório de Uruguaiana.
Na mesma perspectiva de que os remates estão bons para todos, o leiloeiro Marcelo Silva, da Trajano Silva Remates, acredita que os negócios ficaram dentro do esperado, mesmo com as adversidades enfrentadas no campo: - Os remates estão sendo satisfatórios, embora os preços e o poder aquisitivo do comprador estejam mais baixos.
fonte consultada: http://www.estanciaguatambu.com.br/
sábado, 7 de novembro de 2009
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